
Alguns meses atrás resolvi fazer uma investigação sobre as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns entre lésbicas, escrevi também o texto ‘’O perigo do beijo na boca’’, baseado nessa investigação.
Percebi que muitas lésbicas, acreditam piamente que estão imunes a DST e o pior de tudo é que maioria não faz sequer um esforço em procurar informações sobre o assunto. A impressão que tive é que as maiorias das lésbicas acreditam que as DSTs só ocorrem em relações heterossexuais ou em relacionamentos homossexuais entre gays.
Essas informações são assustadoras, porque apesar de não terem nenhum tipo de proteção a saúde básica do ser humano em especificamente a mulher lésbica, passa a imagem errônea que somos imunes as doenças.A proteção é para todos nós.O que ficou mais latente nessa pesquisa,foi que muitas mulheres acham não ser necessário tomar algumas precauções em relação a esse assunto.Como por exemplo,muitas lésbicas acreditam que o uso do preservativo é indicado somente para prevenir uma gravidez e como esse fato não esta em causa em um relacionamento entre mulheres deixa de ser algo importante,mas pesquisas no sentido de proteger as lésbicas de DST já estão sendo feitas e esperamos que em breve teremos uma solução apropriada a esse problema enquanto isso, o importante é tomar algumas precauções básicas nas relações sexuais.Entre essas precauções esta o uso de luvas cirúrgicas para a penetração vaginal e o cling film para o sexo oral.Mas essas precauções vale para as pessoas que começam um relacionamento sexual sem antes passarem pelo medico para saber se esta tudo nos conformes.
Acredito que a maioria das lésbicas se sentiria constrangida em pedir alguns exames de ‘’praxe’’ para a sua namorada antes de começar uma relação sexual. Até entendo o motivo, mas nada melhor do que ser responsável e ter a consciência em atender tal pedido. Correr riscos desnecessários tendo consciência deles não é um ato responsável e sim imaturo tal como achar um pedido dessa natureza e sentir-se ofendida.
Lembro que quando comecei um relacionamento, pedi para minha namorada, para que nós duas pudéssemos nos submeter alguns exames para nos sentir mais seguras em relação ao sexo. No início fiquei sem graça, pois acreditei que estaria magoá-la. Minha surpresa foi que ela aceitou numa boa fazer todos os exames que achei necessário.
Já ouvi comentários sobre: ‘’lésbicas também tem que se preocupar com isso?’’ Sim.
Lésbicas também correm riscos de DSTs não somente os Gays.
Algumas DST mais comuns entre lésbicas são:
1- Herpes genitais
Transmitida por um vírus e não é exclusivamente transmitida em relações sexuais, manifesta-se nas áreas como a boca e a região genital, a característica principal é o aparecimento de bolhas nessas áreas, que se transforma em feridas dolorosas. Uma vez contaminada a pessoa fica com o vírus para sempre, ou seja, em estado de latência. As pessoas com depressão stress ou desequilíbrio emocional que sejam portadoras do vírus têm maior probabilidade do aparecimento das borbulhas que e tratada com pomadas ou outro medicamente para o efeito.
2- Vaginites
Muito comum entre lésbicas. Causa ardor na área vaginal, corrimentos com cheiro de peixe, irritação na área vaginal. A vaginite é uma infecção facilmente tratável e curável desde que seja medicada por um medico.
Entre outras as doenças estão a cadadiase que é muito confudinda com a vaginite, infecções urinárias, hepatites B e C, sífilis e gonorréia, tricomoniase e o HIV… Sim a AIDS também! A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) ataca o sistema imunológico, causando uma franqueza no organismo.
As Lésbicas de maneira alguma estão imunes ao HIV/AIDS. Quem tem uma vida sexualmente ativa deve ter todo o cuidado para não contrair nenhuma dessas doenças. Sendo responsável e consciente dos riscos é possível sim, manter-se saudável.
O HIV não deve ser somente uma preocupação dos Gays. As Lésbicas também devem se preocupar ao Maximo sobre essa questão. Existe sim a possibilidade de transmissão do HIV /AIDS entre mulheres, através do sexo oral, compartilhar acessórios… Secreções vaginais… A lista não é exaustiva, existe muitas outras formas de contágio. Algumas dessas transmissões acontecem na prática do sexo oral na parceira menstruada.
Então meninas, todo o cuidado é pouco. E sim as Homossexuais lésbicas não estão impunes as DST e nem ao HIV/AIDS.
Sejam responsáveis porque o seu bem maior é a sua saúde
Chocolate

Olá! Fazia uma pesquisa sobre o assunto DST’s e lésbicas na internet e acabei na tua página…
Faço parte de um grupo novo, chamado DeLeite… Uma apologia ao Harvey Milk… Somos de Belo Horizonte e estamos procurando por apoio e divulgação. Conseguimos uma sala para fazer uma oficina num encontro nacional, o ENUDS, realizado agora em setembro na UFMG.
Adivinha o tema? DST e Lésbicas. Temos uma campanha oficial já e se vc quiser dar uma conferida é só me avisar que te mando as fotos. A campanha se chama Meninas cuidem-se!
Tá bem legal…
Mas o que eu queria mesmo era entrar em contato e saber mais sobre a sua pesquisa, saber se a gente poderia citar na oficina e coisas assim… Topas?
Espero resposta! Desde já! Contente de encontrar algo sobre o tema!
Abraço, Tatiane!
Adorei a matéria… Estamos fazendo uma campanha fotográfica pelo mesmo motivo… Seria ótimo se quisessem conhecer…! xD
Até logo!
Olá!!!
Adorei a matéria, sou lésbica e noto que entre minhas amigas ou conhecida não tem a importância sobre a necessidade de se prevenir, percebo também que muitas lésbicas não acham necessário ir ao médico ginecologista, tenho um relacionamento a 5 anos e sempre nos preocupamos com nossa saúde fazemos exames e consultamos periodicamente.